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Ameaça que vem do céu

Soltar balões é atividade considerada criminosa e costuma aumentar nesta época do ano

Os meses de junho e julho são sinônimos de festas juninas em todo o Brasil. Tradicionais em nossa cultura, as comemorações ainda são associadas à lamentável prática de soltar balões de ar quente não tripulados, os balões juninos, responsáveis por muitos incêndios. O que muita gente não sabe é que, ao fazer isso, está cometendo crime. Conforme o Artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais, fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios tanto florestais quanto urbanos tem pena de um a três anos de prisão ou multa.

Em geral, as buchas dos balões são feitas da combinação de estopa com materiais inflamáveis (parafina e querosene ou álcool) que queimam em seu interior gerando ar quente para sua sustentação. Como os balões apresentam dimensões cada vez maiores, ultrapassando 40 metros de altura e pesando mais de 100 quilos, as buchas acompanham esse crescimento. Por isso, dependendo de onde caiam, podem causar incêndios e danos irreparáveis. A situação se agrava durante o período de estiagem (maio a outubro) em razão das condições climáticas, com chuvas escassas e ventos mais intensos, que favorecem a propagação do fogo. Campanhas como a do Governo do Estado de São Paulo (foto ao lado) alertam para os riscos.

Telhados: como garantir maior proteção a incêndios

Para evitar a ocorrência de incêndios urbanos provocados pela queda de balões é necessário que o ambiente externo dos imóveis, especialmente os telhados, obedeçam às normas de proteção para dificultar ou impedir o rápido crescimento do fogo, evitando que um foco seja capaz de invadir o imóvel.

A principal norma vigente para telhados é NBR 16841 de 06/2020 (Comportamento ao fogo de telhados e revestimentos de cobertura submetidos a uma fonte de ignição externa), que define um procedimento para avaliação do desempenho de telhados, sistemas e revestimentos de cobertura expostos a um foco externo de incêndio em relação à sua aplicação de uso final, permitindo classificar seu comportamento nesta . O ideal é trabalhar com materiais e sistemas que sejam aprovados nesses ensaios.

Os profissionais responsáveis pelas construções precisam conhecer como o material reage em situações de incêndio para garantir a segurança da edificação e atender às regulamentações do Corpo de Bombeiros.

Também é importantíssimo termos campanhas de conscientização para que as pessoas tenham a real consciência acerca dos riscos da prática de soltar balões, infelizmente tão comum nesse período do ano.

A Abichama segue à disposição para a orientação sobre normas e procedimentos na segurança contra incêndios.